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| Crianças relatam detalhes de violência |
21/3/2009 |
Clipping Curumins - jornal O Povo
Abuso sexual A Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes (Dceca) ouviu relatos de nove crianças de Pacatuba que acusam o vizinho de abuso sexual. O caso chegou à Dceca na terça-feira. O homem usava o cachorro para atrair as crianças Lucinthya Gomes da Redação O cachorro dele ajudava a atrair as vítimas. Acima de qualquer suspeita, o homem ficava sentado na calçada, enquanto as crianças passeavam com o animal. Ninguém na vizinhança imaginava que quando ele pedia aos meninos para entrar e prender o cachorro no quintal, na sala, a TV exibia um filme pornográfico. Assim, ele dava sequência ao abuso. Com o tempo, pedia que tirassem a roupa e, em alguns casos, cometia violência. Oferecia quantias irrisórias em dinheiro, doces, qualquer “presente”. E enviava recado para outras crianças. Dizia que daria R$ 3, caso aceitassem tirar a roupa para ele.
Esses são os relatos de algumas das nove crianças de 6 a 13 anos que foram ouvidas ontem, em termo de declaração, na Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes (Dceca). Eram duas meninas e sete meninos. O acusado, um homem de 42 anos já tem duas passagens pela polícia - uma delas por abuso sexual - e está solto. O caso aconteceu em Pacatuba, mas foi denunciado na Delegacia Metropolitana de Maracanaú, a mais próxima de plantão no último sábado. Apenas na terça-feira, o caso chegou à Dceca.
A titular da delegacia, Ivana Timbó, prefere não divulgar a identidade do homem para não atrapalhar as investigações. Segundo familiares das crianças, a casa dele já está fechada e ele não está mais lá. Ontem, na primeira conversa com psicóloga e assistente social, nem todas as crianças afirmaram ter sido abusadas. Outras disseram que foram tocadas e até mesmo violentadas. Um menino de 10 anos disse que o homem tentou tirar sua roupa à força, mas conseguiu correr.
A tia de um menino de 6 anos afirma que ele descreve com detalhes o que acontecia dentro da casa. Segundo ela, o agressor teria praticado atentado violento ao pudor com o sobrinho e outras crianças, mas elas estariam com medo ou vergonha de dizer. O menino foi a primeira criança a falar em casa sobre o abuso. A partir dele, a história começou a se difundir entre as famílias, que resolveram se unir e denunciar.
Ivana Timbó explica que, neste momento, a equipe está ouvindo os relatos das crianças, para que tudo seja apurado com cuidado e cautela. “Quando ouvirmos todas as crianças, vamos saber o que se passa dentro da casa do abusador. As crianças já fizeram o exame sexológico e, felizmente, não deu nada. O fato vai se confirmar através dos depoimentos das crianças. Os relatos delas são de suma importância”, disse a delegada. A pena para os casos de estupro ou atentado violento ao pudor varia de seis a dez anos. Quando o agressor é o pai, tutor ou parente, a pena tem acréscimo de metade, ou seja: pode variar de nove a 15 anos.
EMAIS
- A assistente social, Germana Vieira, coordenadora da rede Aquarela, da Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci), orienta os pais a terem mais atenção na rotina dos filhos. “A primeira coisa é ficar atento se a criança não está com mudança de comportamento. Se ela era alegre e está mais retraída ou o inverso, querendo chamar atenção”, disse.
- É importante observar também o comportamento na escola. Se tirava nota boa e as notas caíram. Se, precocemente, tem feito brincadeiras erotizadas. Ou, em casa, se está fazendo xixi na cama e isso não acontecia antes. Se ela tem medo de ficar sozinha na presença de um adulto. “Isso não significa necessariamente que ela pode estar sendo vítima de abuso, mas é preciso ficar alerta”.
- Outra recomendação é orientar a criança sobre o cuidado com o corpo. O ideal é que os pais deem abertura para que ela fale o que acontece, que não tenha segredo e deixar claro que ela não será punida e que não precisa ter medo.
Confira esta matéria no site do jornal O Povo clicando aqui.
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Por:
Assessoria de Comunicação |
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