Audiências discutem ações para crianças 16/6/2009

Clipping Curumins - jornal O Povo

O Brasil desconhece a população de meninos e meninas em situação de moradia nas ruas das capitais brasileiras. Em Fortaleza, estimativa da Organização Não-Governamental (ONG) O Pequeno Nazareno aponta que aproximadamente 400 crianças e adolescentes vivem nas ruas da Capital depois de perderem os vínculos familiares. A quantidade não é grande. Mas, para elas, cada dia é uma conquista.

Antônio Régis, 18, conheceu bem o problema. Foi morar na Praça da Estação, no Centro, aos oito anos. Atualmente, trabalha na ONG que o tirou das ruas. “Quando passo por um jovem, aconselho, converso, oriento a sair desta vida”, diz Régis. Ontem, na Assembleia Legislativa, ele apresentou sua história de vida a estudiosos, políticos e profissionais que trabalham a problemática dos meninos e meninas em situação de moradia de rua.

Para a senadora Patrícia Saboya (PSB), o País deveria realizar um cadastro único de crianças nessa situação para tratar a problemática. “O número é pequeno, pode ser tratado e resolvido. Mas não há um envolvimento do Governo nesta questão”, reconhece a senadora.

Ontem à tarde, também na a Assembleia Legislativa, foi lançada a Rede da Primeira Infância do Ceará (Repi), para as crianças até os seis anos. A meta da rede, que congrega ONGs, empresas e governos, é articular políticas públicas de saúde, nutrição, educação, assistência social, cultura e lazer.

De acordo com Luzia Torres Laffite, superintendente executiva do Instituto da Infância (Ifan), a ONG será responsável por coordenar a rede. O Ceará é o primeiro estado a criar uma rede nesse sentido. Antes, existia somente uma rede nacional, que está sendo reformulada.

Ela destaca que existem várias infâncias, diferenciadas de acordo com as condições sociais e étnicas das crianças no Estado. “Vamos realizar um mapeamento de como está a primeira infância dos indígenas, quilombolas”. (Marcos Cavalcante)
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Por:
Assessoria de Comunicação

 
   
   
   
     
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