Pedofilia
A descoberta de um pen drive que o acusado havia perdido em uma lan house deu início à investigação policial
Um homem foi preso em flagrante, na tarde de ontem, em uma lan house, no bairro Jacarecanga, sob acusação de pedofilia. A detenção do vendedor ambulante João Batista Paulino de Lima, 46, aconteceu após uma semana de investigação realizada conjuntamente pelo Escritório de Enfrentamento e Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos (EETSH), o Serviço de Inteligência do Comando-Geral da Polícia Militar e inspetores da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). Segundo a Polícia, as diligências continuam e podem levar a novas prisões.
A delegada Ivana Timbó, titular da Dececa, explicou que, no momento da prisão, o acusado, que estava sendo monitorado há alguns dias pelos policiais militares, se comunicava com crianças pela internet e enviava fotos e vídeos de sexo explícito contendo menores de idade.
Denúncia
A investigação teve início depois que o pen drive do acusado foi entregue anonimamente na portaria da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), onde funciona o EETSH. De acordo com Eline Marques, coordenadora do Escritório, ao analisar os dados existentes no pen drive, foi confirmado que o mesmo continha fotos e vídeos com crianças e adolescentes em poses sensuais e até mesmo cenas de sexo explícito.
"A partir disso, nos comunicamos com a Dececa e obtivemos o apoio da Inteligência da PM para darmos início à investigação", ressaltou. Nos dias que se seguiram, policiais disfarçados monitoraram a presença de João Batista na lan house.
Lá, ele chegava a passar mais de seis horas, navegando em diversos sites de relacionamentos e salas de conversas on line, sempre interagindo com crianças e adolescentes e repassando as imagens de sexo explícito.
João Batista foi autuado em flagrante pela delegada Ivana Timbó e o material apreendido encaminhado para análise de peritos da Coordenadoria de Criminalística (CC) da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). "As investigações são sigilosas e vão continuar a ser realizadas. Com isso, pretendemos identificar toda a rede de pedofilia. Outras prisões podem ocorrer a qualquer momento", afirmou Ivana Timbó.
Fonte: Diário do Nordeste